Acadêmicos da Unimeta, escrevem carta à sobrevivente da Segunda Guerra Mundial e amiga de Anne Frank

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O Professor de Psicologia Mychael Douglas e seus alunos do 3º, 4º, 5º e 6º períodos produziram em conjunto na sala de aula, uma carta para uma das amigas de Anne Frank.

Tudo começou em agosto de 2019, dentro das disciplinas de Intervenções em Processos Educativos e Análise Experimental do Comportamento, foi utilizado o filme Escritores da Liberdade, baseado em fatos reais que conta a história de alunos de uma escola estadunidense que enfrenta sérias dificuldades com a violência e circulação de drogas e, ainda, o preconceito racial e a alta evasão escolar.

No entanto, com a chegada de uma professora recém-formada, a e escola começa a ter mudanças benéficas a partir da sensibilização da turma com maior problemas na escola para a questão do Holocausto. Com isso, os alunos percebem, a partir do livro Diário de Anne Frank, que suas vidas podem ter um caminho diferente do caminho da violência. Ao final do filme, a turma envia cartas para a mulher que deu abrigo e esconderijo a famosa Anne Frank e, posteriormente, consegue trazê-la à escola para fazer uma palestra. Imaginem a euforia desses alunos.

A partir de então, baseado no filme, os alunos foram incentivados à adquirir o livro “Eu sobrevivi ao Holocausto” de uma das últimas amigas vivas de Anne Frank, residente em São Paulo, a senhora Nanette Blitz Konig e, posteriormente escrevermos uma carta-conjunta e a enviarmos.

Após todos adquirirem o livro e fazermos a leitura do livro, neste mês de outubro concluímos a carta e a enviamos ao seu esposo, o senhor John Konig que nos respondeu informando ter lido as cartas com sua esposa a qual ficou emocionada e parabenizou pela nossa mobilização. Daí, todos os alunos e eu ficamos eufóricos de alegria por nosso projeto ter alcançado nosso objetivo maior de ter um contato com uma sobrevivente do Holocausto e ainda, amiga de Anne Frank.

A atividade foi realizada no intuito de motivar os alunos a buscarem com afinco aquilo que acreditam e de se permitirem imaginar que mesmo em situação nada fáceis ou desfavoráveis podemos dar o nosso melhor e alcançar nossos sonhos. No caso das disciplinas, o objetivo foi evidenciar que na sala de aula, o professor e alunos, juntos, podem desenvolver ações diferenciadas para resgatar a motivação e interesse dos alunos pelo conhecimento científico bem como a dedicação pela profissão na qual estão se definindo.

“Estimada Nanette. Não tenho palavras para descrever o quanto eu te admiro. Imagino como não foi fácil conviver anos como uma prisioneira sem sequer ter feito nada de errado. O seu livro me comoveu bastante e, sinceramente, foi um dos poucos livros que eu li na minha vida. Realmente me tocou bastante o fato de a senhora ter sido arrancada da sua própria casa para conviver distante de várias pessoas que amava, e nos campos de transição e concentração ter passado por vários sofrimentos como doenças e a própria perda de seu pai que foi como se eu tivesse perdido o meu. A senhora serviu como uma fonte de inspiração para mim de entender que a vida não é fácil, mas que reclamar não vai ajudar em nada. Além disso, o fato de terem colocado uma arma em sua cabeça e a senhora ter mantido a calma e não ter se jogado aos pés daquele soldado mostra o quando foi guerreira, e me mostra o quanto a vida pode tentar te derrubar, mas só depende da gente querer levantar e continuar andando. Te agradeço por ter compartilhado essa incrível história com o mundo.” – disse Thiago da Silva Moura, acadêmico do 3º período.

“Estimados senhor John e senhora Nanette. Agradeço-os em nome de todos os meus alunos por sua disponibilidade e amabilidade e, expresso meu contentamento por ter tido o privilégio de compartilhar nossos comentários em relação a um acontecimento tão triste, porém, importante e que precisa ser lembrado. Tenham a certeza de nossa gratidão e que no que depender de nós nunca esqueceremos do que fizeram no Holocausto para que nunca se repita! O seu livro para mim, é o exemplo vivo do que a intolerância e dominação cultural podem fazer com um povo. Por isso, sempre utilizarei em todas as turmas nas quais eu lecionar a partir deste ano, como fiz com as duas turmas nas quais dou aula, pois, quero que suas palavras cheguem ao máximo de pessoas possível aqui em minha cidade através de meus alunos. Sua voz precisa e deve ecoar pelo mundo para que todos saibam o que aconteceu durante o regime nazista. Com a senhora aprendi que só há uma coisa a se fazer diante de toda perda: recomeçar. Obrigado pela lição!” – diz Mychael Douglas, professor do curso.